Houve uma época que para mostrar-se por cima e melhor do que os outros existiam bens e serviços somente acessíveis a uma pequena parcela da população. Assim era com quem viajava de avião para o exterior. Ou então conseguia comprar carro novo. Hoje em dia até o porteiro viaja par Nova York se ele quiser. E com o carro novo acontece a mesma coisa. Outras objetos do desejo emergiram e substituíram os antigos: plano de saúde top, escola particular top para os filhos, carro importado de luxo e moradia em bairros mais abonados nas grandes cidades. Agora estão falando na nova onda que virá decorrente dos milhões que adentraram a "nova" classe média: surgirão uma classe B e A de pessoas "diferenciadas", originadas desses 32 milhões da classe C que emergiram das classes D e E. Isso me lembra de histórias do mundo têxtil e da moda, onde exemplos desse tipo sempre existiram, já que são setores de baixo investimento e baixa tecnologia mas que permitem lucros elevados, quando se cria uma grife que o povo gosta e passa a valorizar. O povo paga mais apenas para ficar na moda e transfere recursos significativos para o "empresário". Esse fenômeno acontece também no mercado de bares e restaurantes e nos shows de todo tipo de artista. São exemplos onde muitos transferem muito dinheiro para poucos tornando-os milionários. Outro exemplo onde isso pode acontecer é em setores monopolizados ou oligopolizados, como bancos, financeiras, industrias automobilísticas e empresas de alta tecnologia. Para estes setores existe sempre a regulamentação do governo, de forma direta ou indireta, através de incentivos a importação. É sempre a mesma coisa: ganhar muito de milhões de pessoas com certeza te fará milionário.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
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3 comentários:
Observe que em termos econômicos temos o "bombar": tanto novas tendências inexploradas quanto produtos com muita propaganda, por exemplo.
Toda pessoa precisa comer e se vestir. Isso é tão essencial que faz até parte do cálculo da inflação. O que ela come e onde, bem como o que ela veste define muitas vezes seu padrão social mais óbvio, porque está diretamente relacionado a renda.
Em primeiro lugar existem muitos índices de inflação: um para cada faixa de renda ou finalidade. Contratos também são reajustados por algum desses índices assim como salários. Eles são criados para adequar a renda do capital e do trabalho a nova realidade dos preços. O empresário vai sempre cobrar o máximo que ele puder. O limite a ganância dele é limitado apenas pela concorrência e pela mão grande e forte do governo. A concorrência aparece quando a margem de lucro do setor é elevada, já que isso atrai investidores e a mão forte do governo intervem em duas situações: para defender quem já está aqui e que dá muita renda ao governo e os pobres que são maioria e que votam e elegem os governantes.
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