Terminei de ler o livro "Como tornar-se um doente mental" de J. L. Pio Abreu. Ele diz no livro que o maior problema da pessoa doente mental e a sua falta de consciência da própria doença. Quando o doente tem consciência da sua própria doença ele ajuda na cura, seguindo as recomendações médicas, observando a reação do seu corpo as intervenções praticadas, etc. Observo muitos doentes mentais por aí. Todos eles se acham normais. Enquanto não tiverem problemas que os afetem gravemente manterão esse pensamento. Não percebem que as doenças mentais os afetam em sua liberdade: eles não conseguem sucesso em várias áreas que dependem da vontade. Quem é o prejudicado são eles mesmos mas eles não tem consciência disso. Não sabem como poderia ser diferente sua vida . . .
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O perigo de lutar contra o que é muito maior que você
Quando você é vítima do "sistema" você tem grande chance de ficar doente. Muito doente. Nadar contra a maré cansa e lutar para ser melhor que os outros também. Você vai ser abandonado a própria sorte, ninguém irá comprar essa briga com você e se alguém o fizer cobrará muito caro por isso. É sempre assim. Não está satisfeito com a escola ? Mude para uma que te satisfaça. Não está satisfeito com o chefe ? Mude de emprego ao invés de querer mudá-lo. Não está satisfeito com a economia do país e sua falta de oportunidades ? Mude de pais. Não está satisfeito com a rigidez e autoritarismo dos seus pais ? Mude-se da casa deles e vá tentar sobreviver sozinho. Não está satisfeito com a decisão da justiça ? Procure mudar as leis através de ações de qualquer tipo. Não está satisfeito com seu fornecedor ? Procure uma alternativa e invista nela. Não está satisfeito com os partidos políticos existentes ? Funde um partido político e lance-se você mesmo candidato. Não está satisfeito com os preceitos da sua religião ? Escolha outra ou então funde a sua própria. Observe que todas essas lutas são desproporcionais: um pobre indivíduo contra toda uma sociedade e seus valores. É por isso que quase ninguém luta quando as condições lhe são extremamente adversas. É a aplicação do famoso ditado: se não pode vencê-los junte-se a eles. Entrar nessas lutas inglórias pode te levar a loucura, mais precisamente a paranoia.
Sintomas Obsessivos
Estou lendo um livro muito interessante chamado: Como tornar-se um doente mental. Descobri a existência do livro exatamente porque fiz um artigo com esse título e depois dei um "google" para ver se mais alguém havia escrito algo sobre o tema. É praticamente impossível ler o livro e não identificar psicopatologias em pessoas próximas na minha convivência. Fazendo uma retrospectiva vejo claramente sintomas obsessivos em uma pessoa muito próxima e sintomas paranóicos no meu passado. Diz o médico psiquiatra que escreveu o livro que todos podemos desenvolver paranoia se tivermos de lutar contra algo que é muito maior do que nós. Foi esse o meu caso. Também diz o médico, que querer ser perfeito pode nos levar a obsessão e que isso pode ocorrer com mais frequência ao irmão(a) mais velho, através de incentivos e responsabilidades que lhes são passadas pelos pais. Finalmente, o psiquiatra nos diz que podemos ser histriônicos ao tentar convencer os outros do nosso ponto de vista. Eu gosto de ser hiperbólico quando tendo convencer alguém mas é mais em tom de brincadeira, chego a parecer histriônico. É uma forma de ser bem humorado, de divertir as pessoas. Esta é a posição até o momento em que li o livro . . .
Meu amigo e a justiça do trabalho
Meu amigo tem longa experiência com processos na justiça do trabalho. Ele é empresário. As ações no caso dele são sempre do mesmo tipo: insalubridade, horas extras e incapacidade. Todas relacionadas a empregados da área de produção. Meu amigo nunca foi processado por pessoas do escritório. A explicação é a rotatividade. Empregados somente processam seus patrões depois de serem despedidos. A natureza humana e a justiça do trabalho favorecem esse comportamento e como tudo que é favorecido cresce. É o famoso incentivo. A lei impõe o prazo de dois anos após a saída do empregado para entrar com a reclamação trabalhista. Como as testemunhas no processo são sempre os colegas de trabalho, uma rotatividade baixa praticamente impede de que empregados oportunistas se beneficiem, uns sendo testemunhas dos outros no processo. No entanto, quando departamentos inteiros estão sendo eliminados, quando existem muitas demissões, a situação se inverte, já que os ex-empregados não tem nada a perder. As empresas podem se precaver evitando ficar com empregados antigos. Isso é possível quando a atividade exercida pela empresa não é de alta complexidade ou de longo prazo. Talvez por isso milhões de pessoas são demitidas e admitidas todos os anos no Brasil. Funcionários antigos, competentes e dedicados definitivamente não são a regra aqui no Brasil.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Revelações
Aconteceu de novo !!! O Facebook permite o contato com pessoas que não são nossas amigas mas amigas de nossos amigos. E muitos amigos são amigos de pessoas que eles pouco conhecem e cuja ideologia conhecem menos ainda. Quando fazemos um comentário esse comentário fica visível para os amigos dos amigos e aí é fácil ferir suscetibilidades e encontrar idossincrasias. Em geral por trás dessas características temos um grande neurótico, que precisa defender suas ideias como se fossem verdades universais e não aceitando nenhum argumento contrário. Essas pessoas são infelizes com certeza. Seus cérebros foram deformados por doutrinadores nem sempre bem intencionados, como professores. Fazer o que ! O mundo é mesmo cheio de idiotas . . .
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Comparações
Eu sempre me comparei com o que de melhor existia, com o objetivo de alcançar a excelência. Minha curiosidade me guiava, para ver como problemas eram resolvidos pelas pessoas que eu achava inteligentes. Minha motivação era obter respostas para minhas questões, que eram muitas. No entanto, vejo pessoas próximas se compararem com os que são inferiores: isso lhes dá conforto e uma defesa quanto a críticas. Nunca fiz isso. Com relação aos menos afortunados eu sempre tentava dar-lhes animo ou procurava mostrar-lhes algum lado positivo. Por que tudo tem sempre dois lados. É como aquela frase: todos os que aqui vem trazem a felicidade: alguns por virem e outros por irem embora. Viver se comparando com o que de melhor existe cria uma certa tensão. É bom conhecer o que de melhor existe mas é importante saber o preço que se tem de pagar por isso e decidir se está disposto a pagar o preço.
O Sexo e os jovens
Li uma pesquisa que mostrou que os jovens do sexo masculino fazem sexo com ficantes e as meninas com namorados. Percebemos que as "ficantes" devem ser meninas mais liberais, que fazem sexo com vários meninos, senão a fórmula não fecharia. Já os "namorados" são 4 ou 5 anos mais velhos que as namoradas e moram no mesmo bairro que elas. Observe como onde você mora pode fazer toda diferença com relação a com quem você fará sexo. A praticidade, a segurança, a comodidade e a familiaridade parecem vencer nessa disputa pelo sexo, namoro e casamento. Houve uma época em que quase todos namoravam e casavam com pessoas que moravam perto, pela simples razão que se deslocar era custoso bem como o preconceito contra estrangeiros grande. Posso dizer que que todos os meus amigos próximos se casaram com pessoas que moravam perto. Além disso, em cidades enormes como São Paulo, pessoas que moram perto em geral tem o mesmo nível sócio-econômico, o que é muitas vezes decisivo em termos de namoro e casamento. Hoje, graças a tecnologia, temos a internet, onde os mais audazes e atrevidos podem se aventurar a buscar parceiros distantes, com os riscos e benefícios possíveis dessa estratégia.
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