segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As decisões mudam conforme a quem se aplicam

As pessoas mudam radicalmente suas decisões (e muitas vezes as opiniões que emitem) conforme estejam envolvidas ou não nas consequências. Quando elas estão envolvidas na decisão (ou alguém de sua estima ou interesse) a decisão é uma. Quando a decisão envolve terceiros com quem o decisor não tem maior relacionamento a decisão é em geral outra. Quando eu compro comida para mim eu posso ser muito exigente. Quando eu compro comida para um restaurante meus critérios podem mudar e para pior, já que eu posso estar de olho no lucro máximo possível. É assim quase de forma universal, já que os santos são poucos entre os homens de negócio, professores universitários ou políticos. Essas decisões podem acontecer até mesmo dentro de uma família: veja o exemplo de escolher a casa de saúde onde você vai internar um pai ou mãe idoso. Ou então a escola que você irá pagar para seu filho. Ou o plano de saúde que os filhos vão pagar para seus pais. Percebemos que o que está por trás desta visão é o tal do Gene Egoísta: eu em primeiro lugar, caso sobre um pouco minha família e caso ainda sobre meus pais, avós e assim por diante. 

3 comentários:

Van der Camps disse...

Prejudicar um lado em benefício de outro em questão judiciais que são levadas a decisão dos nossos juízes é a regra e não a exceção. Nossa lei é muito elástica e permite uma ampla intervenção na vida das pessoas. Vale o mesmo no uso do público em benefício dos interesses privados, que pode ser observado nos nossos três poderes . . .

Van der Camps disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Van der Camps disse...

Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não conhece a arte.