terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quero, posso, devo

A ética responde a essas três questões. Minha paz de espírito acontece quando o que eu quero, eu posso e eu devo fazer. A ética existe para responder os casos em que eu quero mas não posso, posso mas não devo e quero mas não devo. São as regras que estão por trás da moral: a moral é o comportamento esperado por quem segue determinada ética. Exemplo: eu quero comprar um carro novo. Eu posso comprar um. Eu devo comprar um que não me leve a falência e prejudique outras áreas da minha vida. Eu quero encontrar uma companheira. Eu posso encontrar porque sou divorciado e existem meios atualmente para isso. Eu devo encontrar a que melhor se adapte as minhas necessidade e objetivos de vida. Exemplo em um caso conflituoso: eu quero comprar um carro de luxo. Eu posso comprar no entanto eu não devo, porque isso irá me levar a falência. Outro exemplo: eu quero uma mulher diferente da minha. Eu posso encontrá-la mas eu não devo procurá-la porque isso destruirá meu convívio com meus filhos devido a minha mulher atual ser rancorosa e vingativa. Aparentemente a coisa é linear: questões do eu quero podem parar logo no eu posso. Caso a coisa vá a frente existe a última reflexão ou ponderação: eu devo ? Interessante este post: foi fundamentado em uma entrevista do Cortella no Jô Soares.

Fisica e matemática

A separação das carreiras permitiu que cursos no vestibular da Fuvest, de certas engenharias, cobrem apenas física e matemática nas provas discursivas. Assim quem não gosta de química pode entrar na faculdade de engenharia (menos na Poli, que continua exigindo matematica, física e química). Química é algo a parte, porque tambem é importante na medicina. Então teríamos algo como matemática sendo comum a todas as engenharias (e na minha opinião decisiva, pelo menos para certas áreas) e a biologia sendo comum a toda área de biológicas. A quimica transita entre as duas áreas, porque está na base da vida e dos remédios (a vida é uma reação quimica). Português é cobrado em todas as áreas, sendo portando universal. A Fuvest adotou esse formato. Na minha época, você era avaliado discursivamente em todas as 9 áreas (português, redação, geografia, historia, física, química, matemática, biologia, inglês) com, pesos diferentes conforme o curso desejado. Era um vestibular muito mais completo só que os pesos mostravam que muitas notas eram irrelevantes para os aprovados, devido aos pesos. Com o tempo a Fuvest resolveu "aperfeiçoar o processo" e chegou ao que existe hoje. Faz cerca de 30 anos que prestei o meu vestibular "para valer". A questão é: eu era melhor que esses aprovados de hoje em dia ? Em caso afirmativo, no que especificamente ? Aqui temos a necessidade de uma análise qualitativa muito importante, já que o que selecionamos no vestibular da Fuvest pode influenciar o futuro do Brasil.

Relações Humanas no Trabalho

O Max deu uma lição hoje. No trabalho em geral não existem amigos mas colegas. Aquele que parece amigo logo deixará de sê-lo assim que você mudar de emprego. Favores são esquecidos rapidamente mas inimigos não esquecem jamais as desfeitas. Portanto, a fim de manter-se no trabalho, o mais importante é não fazer inimigos, pois os amigos são temporários mas os inimigos são para sempre. Um jeito de fazer inimigos rapidamente é criticá-los. Por isso auditores tem muitos inimigos e poucos amigos. Auditor interno é uma das piores funções que existem em uma empresa devido a sua exposição. Os inimigos que são muitos te farão sempre andar na linha mas podem tambem te levar a uma paranoia ou outra doença mental grave. Deve ser por isso que, apesar da auditoria ser extremamente útil e lucrativa para as empresas, ela não é implantada na maioria das empresas aqui no Brasil. O país da Auditoria Interna são os Estados Unidos. Lá, de cada três formados em finanças, um é auditor. Os Estados Unidos é considerado a maior democracia do mundo e um país meritocrático por excelência. Nos Estados Unidos a política, o governo e em ultima instância o caráter do seu povo permitiram esse avanço. Não é o caso do Brasil . . .

Engenheiro Civil e outros

O engenheiro que o povo conhece é o engenheiro civil. Assim mesmo, apenas uma pequena parcela de pessoas, aquelas que tem dinheiro para construir uma casa (em geral no interior) ou aqueles que tem algum contato com construtoras. Outros engenheiros são algo que o povo nem imagina. Sua ação não aparece nos meios de comunicação como jornais, que já são lidos por poucas pessoas. Ninguém sabe que eles existem muito menos o que fazem. A verdade é que engenheiros conversam entre si na maior parte das vezes. Seus conhecimentos são "herméticos" para os leigos. São muitas as habilitações em engenharia. Tradicionalmente temos as quatro grandes áreas: civil, elétrica, química e mecânica. Normalmente as pessoas leigas não conversam com um engenheiro, exceto o civil quando constroe uma casa particular, por exemplo. Na sua casa quem faz a instalação elétrica é um técnico no máximo. Químico duvido que você conheça algum pessoalmente. O mecânico do seu carro quase nunca será um engenheiro, exceto se o seu carro for um importado caríssimo. Assim é a engenharia, profissão ligada a produção de bens materias e ao progresso, pouco conhecida do povo em geral.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Usuários do SUS são as classes C, D e E

Pelo menos nas grandes cidades essa é a realidade. No interior do estado de São Paulo é diferente. Lá a maioria das pessoas usa o Sistema Único de Saúde. Alguns pagam consultas particulares quando necessário e dentro de suas posses. No resto do Brasil acho que é igual. Somente nas grandes cidades existem médicos conveniados em número suficiente e em todas especialidades. Portanto ter acesso a saúde de qualidade é prerrogativa de muito poucos aqui no Brasil. Educação é a mesma coisa. E saúde e educação são os diferenciais das nações civilizadas e desenvolvidas.

O neto(a) mais inteligente

Na minha família temos 3 netas e 1 neto. Quem é o mais inteligente ? Depende do tipo de inteligência. Gardner contemplou vários tipos de inteligência. Nenhum deles é superdotado. Seria fácil caso um fosse pois se destacaria dos outros. Percebo que alguns tiveram mais incentivo e maior oportunidade para desenvolver-se. No entanto, nenhum mostrou verdadeiro amor aos estudos. Não vejo iniciativa de ser autodidata em nenhum deles. E ser autodidata é que faz você ser realmente inteligente, porque ninguém pode competir com quem está continua e sistematicamente estudando e se dedicando com afinco a conhecer algum assunto. Trata-se de um trabalho em conjunto: genética, familia, escola e indivíduo. Provavelmente a mais inteligente nos vários aspectos citados pelo Gardner seja a Flavia. No quesito de boa pessoa provavelmente é o Cesar. Percebe-se que os dons são distribuidos de maneira aleatória e que a regressão a média é sempre presente.

A neta mais bela

Houve época em que a rivalidade era entre as irmãs, já que os filhos eram muitos e haviam muitas irmãs e irmãos. Com a instituição do controle da natalidade, as familias passaram a ter um ou dois filhos, de modo que muitas vezes não havia mais com quem rivalizar. Para que a competição continuasse era preciso rivalizar com primos e primas, ou seja, com os netos de determinado casal. No caso da minha familia, são 4 netos (as): 3 meninas e 1 menino. Existem muitas possibilidades de comparação mas a beleza para as mulheres e a inteligência para os meninos é clássica. No quesito beleza a Thaís ganha, pelo menos pelos padrões ocidentais vigentes aqui no Brasil. Thaís é branca, alta, aloirada, tem pele boa e corrigiu seus defeitos, como acne e arcada dentária. Deverá ter sucesso no mercado matrimonial, caso continue a se aperfeiçoar, ainda mais que é mulher.