terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Cultivo orchestrado X crescimento espontâneo e natural

O grande problema da minha história e de Chris Lagan. Meu terapeuta Marco Antonio já tinha me dito. A grande diferença entre os superdotados que frutificam e chegam ao sucesso e aqueles que se perdem chamasse cultivo orchestrado.  Em famílias de intelectuais ricos as crianças são criadas de forma diferente das famílias pobres. Nessas famílias as crianças são incentivadas de todos modos possíveis e aprendem a desenvolver-se da forma mais plena possível. Aprendem por exemplo a argumentar com "autoridades". Nas classes pobres a "autoridade" é para ser respeitada e temida. Esta é mais uma das histórias excelentes contadas no livro "Fora de série - Outliers". Filhos de pobres tendem a perpetuar o seu modo de criação com seus próprios filhos, independentemente de terem conseguido sucesso econômico - financeiro. É a famosa "cabeça de pobre". Pobres acham que os filhos devem ter crescimento espontâneo e natural, que cada um conseguirá chegar até onde o destino determinar. Algo como ver uma planta crescer sem nenhuma intervenção diretiva. Não é a toa que tenho pavor dessa ideologia porque fui vítima dela e muito me ressenti já que o resultado foi o pior possível, com 9 anos de doença. No maior estudo feito sobre QI nos Estados Unidos esse fator foi fatal: pouquíssimos dos talentos vindos de famílias pobres conseguiram superar a maldição de suas origens e ideologia errada de criação para brilharem e se destacarem. E para meu desconsolo tive de ver essa mesma desgraça ocorrer com alguém muito próximo. Tristeza !!! 

É preciso ser suficientemente inteligente

Mais uma do excelente livro que estou lendo "Fora de Série - Outliers". O QI é importante para entrar em uma universidade, digamos no mínimo 105. Depois pode ser necessário para fazer uma pós graduação, digamos uns 115. Até 120 pode ainda fazer alguma diferença. A partir daí não existem grandes diferenças porque outros fatores passam a fazer diferença no resultado final da performance do sujeito. É como no basquete: com 1,70 m você não vai conseguir jogar. Com 1, 87 m você pode ser melhor que um jogador de 2,03 m . É essa a lógica !!! Por isso ser inteligente entre os inteligentes não é tão distintivo assim. É por isso também que muitos prêmios Nobéis dos Estados Unidos saíram de diferentes faculdades além das mais famosas e ricas. 

Janelas de oportunidade

Existem épocas em que pessoas chegaram a grandes sucessos como artistas, empresários, políticos, cientistas que não foram aleatórias. São momentos em que as condições ambientais permitem que alguns, nem muito jovens, nem muito velhos, tenham sucesso. Em uma escala menor isso pode ser observado não só no mercado profissional como no mercado matrimonial. É o critério de estar maduro. Ninguém acredita em dar cargos de gerência em grandes multinacionais para recém formados ou a Presidência da República para um jovem de 25 anos. Da mesma forma mulheres deveriam se abster de ter filhos aos 45 anos e idosos deveriam evitar esportes de alto impacto. Trata-se de uma realidade !!! Na terra existe um tempo para tudo está escrito na Bíblia !!!

Mais importante que a inteligência talvez seja apenas a ética

A frase é do livro que estou lendo. A inteligência sem a ética com certeza é um grande problema. High Ethics Standards are fundamental. Sem ética a inteligência vira oportunismo que tanto vemos hoje em dia. Trata-se de uma questão de valores. É o que chamamos de genericamente de esperteza aqui no Brasil. É quando um ganha e o outro perde. É quando se estabelece o conflito, a discórdia e a disputa. A ética tem muito a ver com a reputação e confiança, que estão ligados a dizer a verdade. "Espertos" omitem informações importantes para ganhar facilmente as custas dos outros. Não exitam em mentir e a passar a perna nos outros.   

A condenação de todo trabalho não criativo

Esta é uma questão que sempre me intrigou. Sempre achei o trabalho criativo muito superior ao trabalho "carregar piano", aquele que é repetitivo e sem graça. Agora descobri que Karl Max se debruçou sobre essa questão pasmem !!! Acho que o trabalho repetitivo e monótomo existe por uma limitação das pessoas que somente se aperfeiçoam fazendo a mesma coisa repetidas vezes. Assim a maioria dos trabalhos tem essa característica e existem indivíduos extramente adaptados a essas condições. São como formigas que tem uma função específica e da sua natureza. Pessoas versáteis e ecléticas são a exceção. Mesmo artistas populares seguem um padrão conforme demonstrado em pesquisas científicas. A verdade é que não podemos viver sem esse tipo de trabalho e as coisas provavelmente irão continuar assim por muito tempo . . .

Justiça Criminal

A justiça criminal brasileira é tipificante. Isso quer dizer que uma vez tipificado, isto é, quando o crime é realizado exatamente como está descrito na lei, a punição/condenação é líquida e certa. Ou seja, não existe discussão ou argumentação. Trata-se apenas de um processo burocrático, exceto os casos julgados pelo Tribunal do Juri porque nesse caso quem decide são os jurados que são juízes "leigos". Quem é tipicamente "pego" pelas garras da lei ? Homem, jovem, sem intrução e autor de crime de menor poder ofensivo. Existe uma teoria que diz que a justiça somente pune quem a sociedade quer se vingar. A lei muitas vezes não é honesta e milhões de pessoas são colocadas na ilegalidade e ficam sujeitas a punições. É o que tem . . . infelizmente !!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Para quem acredita nenhum esforço de convencimento é necessário

Para quem tem cultura não é necessário convencimento. Pessoas com cultura são bem informadas e sabem porque devem fazer hoje para evitar problemas no longo prazo. Para dar valor é preciso conhecer e reconhecer que algo é mais que o preço cobrado simplesmente. Este raciocínio vale inclusive para quem contrata um empregado e paga o seu salário na iniciativa privada. As pessoas são desconfiadas e tem seus motivos. Muitos se aproveitam desse medo para manter cativa uma clientela. Vejo isso nas pessoas mais ignorantes e desinformadas. O medo do novo é dominante. A busca de referências é universal e em geral somente são validadas as referências fundamentadas em especialistas.