quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Hostilidade

Hostilidade cansa. Principalmente quando ela é indevida e fruto da ignorância. Manter interesse por quem não corresponde também cansa. É necessário existir reciprocidade e boa vontade. Caso contrário somente manteremos formalidades, como presença quando convidados para festas ou enterros. Esta é a realidade que nos temos hoje em dia. A atenção das pessoas está direcionada para aquilo que lhes trás algum benefício, em geral financeiro ou emocional. Eu particularmente acho que isso é muito mais comum nos relacionamentos com mulheres, que são por natureza mais pragmáticas. Antes só do que mal acompanhado, com pessoas que não nos querem bem, que se fazem de difíceis ou de vítimas quando não tem razão. Chega !








Contar e escutar histórias

Na sociedade quem conta histórias são os jornalistas. Eles tem a função de informar a sociedade dos acontecimentos que teoricamente são de interesse dessa mesma sociedade. O jornal atinge muitas pessoas, já que suas tiragens chegam a centenas de milhares de exemplares, que são lidos por mais de uma pessoa cada um deles. As matérias são divididas em editorias. A Folha de São Paulo por exemplo é dividida em cadernos, denominados: poder, mercado, cotidiano e ilustrada. Só que além do jornal impresso existe o rádio, a televisão, os livros, a propaganda e publicidade, as relações públicas. São as graduações em comunicação social. Esses são os "contadores" de história. Os que tem a função de escutar as histórias temos os jornalistas e também os terapeutas. Os terapeutas surgiram com a psicanálise, que é a cura pelas palavras. Depois da psicanálise surgiram muitas outras terapias, nem todas baseadas na cura pelas palavras. Os psicólogos surgiram a pouco mais de 50 anos aqui no Brasil. Psiquiatras também conseguiram grandes avanços com o desenvolvimento de novas drogas. A psicologia surgiu como uma vertente dos antigos cursos de filosofia. E a filosofia sempre andou de mão dadas com a religião e misturada com a ética. Com a internet o alcance das ideias aumentou  muito. Hoje em dia você pode se expressar e conseguir ter acesso a expressão dos outros de forma muito mais fácil e econômica. Personalidades e suas intenções são esmiuçadas detalhadamente. Limitações de todo tipo são execradas. Ficou muito mais fácil saber porque as coisas são como são e porque não podem ser diferentes . . .

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ser inteligente não garante riqueza mas ajuda

Riqueza é algo que vem dos outros. É geralmente uma virtude social. Aqui no Brasil existe uma exceção causada por uma das nossas muitas distorções que são carreiras públicas de estado. Como o acesso a essas carreiras se dá por concurso público, pessoas inteligentes conseguem ficar ricas através desse expediente. Nem sempre foi assim no entanto. Os outros jeitos de ficar rico são através do empreendedorismo, o que significa comercio e industria ou então através das profissões liberais. É claro que em ambas as atividades a inteligencia ajuda mas não garante o sucesso, porque existe concorrência e você está basicamente vendendo produtos ou serviços. Precisamos lembrar que existem vários tipos de inteligência e cada um deles se presta a ganhar dinheiro de determinada maneira e para determinado público. Quem souber se destacar e fazer a melhor combinação obterá o melhor resultado com o que tiver em mãos. 

O poder e a academia

Aqui no Brasil não existe uma aproximação entre a Universidade e os poderes estabelecidos. Seria ideal que o melhor e o mais inteligente dominassem a nação mas não é o que acontece na prática. O que vemos são soluções esdruxulas, que não resolvem os problemas e muitas vezes os agravam. Todos sofremos as consequência de governantes, legisladores e juízes burros. Pessoas burras não poderiam nunca assumir cargos de poder mas essa não é a realidade. Alguns querem que a vida seja governada pelo "império das leis". Eu gostaria de que o mundo fosse governado pelo "império da inteligência e da sabedoria". Sei que vou morrer esperando . . .

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os outros - competição ou cooperação

Cheguei a uma avaliação objetiva da influência dos outros na nossa vida, ou seja, da dimensão emocional da personalidade. A dimensão intelectual é fácil de observar pelas decisões teoricamente racionais que a pessoa toma, o nível de instrução formal que ela conseguiu na vida, os resultados materiais que conseguiu. A dimensão espiritual é mais sutil mas está relacionada com as duas anteriores. A dimensão física permite uma ponderação das demais: quanto mais precoce for a manifestação das outras idades quando comparada a idade cronológica mais valor terá. É como diz aquela frase: ser macho é uma questão genética. Ser homem uma questão de tempo. E ser um cavalheiro uma questão de escolha. Voltando a síntese da dimensão emocional ela pode ser resumida nos dois tipos de interação que temos com as pessoas: a competição e a cooperação. A combinação dessas variáveis mostrará como será a vida presente e futura da pessoa: se os outros serão o "inferno" ou não. Chegamos portanto a uma avaliação profunda de algo que para a maioria das pessoas é nebuloso e as deixa confusas. A partir dessa diretriz podemos avaliar os sucessos e as dificuldades que as pessoas enfrentam e até predizer o futuro da sua saúde mental, que hoje em dia é chamada de saúde emocional. Nas relacionamentos está um dos três pilares da síntese original, que era composta também pelo dinheiro e pela saúde.

A vida boa

A vida boa tem dois ingredientes: pouca competição e muita cooperação. Isso porque competição desgasta, faz sofrer e causa estresse e cooperação suaviza as dores, facilita a vida e te proporciona condições de ser feliz. Percebemos portanto que a vida das mulheres sempre foi protegida da competição, uma vez que o máximo que havia era a competição para conseguir um bom marido, já que o casamento era um certificado de segurança. Mesmo hoje em dia mulheres não ocupam os cargos mais desgastantes das empresas. Já houve quem atribuiu a morte precoce dos homens quando comparados as mulheres ao fato deles trabalharem fora de casa. Acho que é a pura verdade. Mulheres sempre tiveram cooperação: dos pais, dos irmãos, dos maridos, dos patrões, dos filhos. Com tanta cooperação e tão pouca competição não é de se estranhar que as mulheres em geral se deem melhor na vida que os homens. Enquanto os homens ficam competindo entre si e portanto se desgastando as mulheres adotam a política do jacaré: ficam na beira do rio de boca aberta, esperando a presa cair na sua boca. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Nem demais nem de menos

Concluindo os artigos anteriores é preciso de tudo um pouco, embora os excessos levem ao equilíbrio. Um pouco de competição faz bem. Um pouco de cooperação também. Competição de menos. Competição demais. Cooperação de menos. Cooperação demais. Então cruzando as possibilidades: competição de menos e cooperação demais: milionário morando em uma ilha tropical ou em um iate. Competição demais e cooperação demais: talvez equilibre. Exemplo: trabalho em plataforma de petróleo. Competição de mais e cooperação de menos: todo tipo de doença. Competição de menos e cooperação de menos: candidato a assistência social. Lumpesinato. Das quatro a pior condição é a de competição demais e cooperação de menos, ou seja, trabalho extremamente estressante, em geral conjugado com situação econômica desfavorável, propensa a fazer a empresa demitir empregados, com conflitos de todo tipo junto com problemas na família ou com a mulher. Em uma situação dessas a chance de você ficar doente é potencializada porque água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Conflitos pessoais em geral não são resolvidos. Resta somente a possibilidade de se afastar dessas pessoas mas o estrago já estará feito. Com relação ao trabalho pouco se pode fazer porque muitas vezes as forças contrarias são maiores que as individuais. Exceções são os profissionais liberais que formaram uma carteira de clientes ou os funcionários públicos, que tem esse fator de estresse praticamente eliminado, o que é uma vantagem competitiva significativa. Tenho exemplos na família onde as duas variáveis foram benéficas: competição de menos e cooperação demais, ou seja, o melhor dos mundos. Não é de se admirar que tal indivíduo foi muito bem sucedido materialmente e em termos de saúde física e mental. Somente em termos de amizades e alianças com terceiros é que esse indivíduo não obteve maior destaque, mesmo porque não precisou se esforçar nesse sentido em nenhum momento de sua vida.