sábado, 30 de agosto de 2008

Os Pioneiros da Familia

O conceito de familia é muito amplo. Quem é sua familia ? Será somente o núcleo composto por pai, mãe e filhos ? Será o conjunto de pessoas que tem o mesmo sobrenome, da mãe ou do pai ? E aqueles que adquirem o sobrenome, como era comum antigamente nos casamentos das mulheres? Meu pai falava em "sangue" e em "respeito". Assim família seria quem tem o mesmo "sangue", ou seja, aqueles que são descendentes ou ascendentes de uma pessoa ou casal. Os outros que entram na familia pelo casamento seriam apenas agregados. Teriamos então tios e tias de "sangue" e tios e tias por respeito. Já os primos seriam também "sangue". E os filhos e filhas dos primos ? Estariam muito distantes ? Eu fui em três casamentos de filhos de um primo da minha mãe. No caso do meu pai acho que fui em um apenas. Acho que esses convites aconteceram por simpatia e afinidade. Agora temos os casamentos dos filhos dos meus próprios primos e primas em vista. De novo, acho que o que conta é a simpatia e afinidade. Muita briga acontece nessas horas, pois podem convidar os tios e não os primos. De concreto temos o casamento da filha da minha prima Sônia. Será o primeiro casamento da família Campos nos jardins. Uma marco que não sabemos se será repetido tão cedo. Inclusive serei padrinho desse casório. É a segunda vez que serei padrinho de casamento. De batismo nunca fui . . . Pois a Fernanda é a pioneira em se tratando de casamento nos jardins. Eu fui o pioneiro em estudar engenharia na Escola Politécnica da USP. Sou o único engenheiro da família. Minha irmã é a única dentista, por sinal também formada pela Faculdade de Odontologia da USP. O filho da minha prima Vera é o primeiro médico da família, formado pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - Escola Paulista de Medicina. Estamos agora na expectativa de quem será o primeiro a se formar na tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP. Na minha geração, fomos eu e minha irmã os pioneiros. Vamos ver se na geração de nossos filhos teremos novas e agradáveis surpresas . . .

Serão as Empresas Eternas ?

Trabalhei em empresas centenárias (a KODAK foi fundada em 1892 e a General Motors em 1908). Empresas muito boas para se trabalhar (tanto a Kodak quanto a GM foram classificadas entre as melhores empresas para se trabalhar, em pesquisa feita pela revista Você S/A). Interessante notar que mesmo essas empresas grandes e famosas tiveram seus períodos de vacas magras e de demissões em massa. Aqui no Brasil temos um ditado que diz: Pai rico, filho nobre e neto pobre. Esse ditado pode ser aplicado aos Matarazo, Whitaker e até mesmo ao meu tio Gatão . . . Eu gosto do jeito americano de fazer negócios, da inteligência que conheci nas empresas que trabalhei, da existência de recursos abundantes, das coisas bem feitas. A regra é que as melhores empresas procuram os melhores profissionais e, quando fazem contratações de recém formados, também os procuram nas melhores universidades. Hoje com a internet podemos obter informações sobre as mais diferentes empresas, seus produtos, suas necessidades de mão de obra. Podemos assim ter uma direção na escolha do que queremos fazer na vida, de forma muito mais consciente.

Ser Como o "João Bobo"

Acho que todos conhecem aquele brinquedo chamado "joão bobo" . . . Outro dia ouvi o Flavio Gikovate falando que todos devemos ser como o brinquedo "joão bobo" . . . ou seja, a cada porrada que a vida nos der (o equivalente a uma pancada no "joão bobo") devemos "sentir" o golpe, ao mesmo tempo que nos recuperamos rapidamente e retornamos ao equilíbrio inicial, exatamente como acontece com o brinquedo "joão bobo". Gostei da analogia. Na minha vida funcionou durante muito tempo, e tal analogia poderia ser sintetizada no seguinte pensamento: Ante as dificuldades fazei o melhor possível e segui adiante. Pena que existem momentos em que as dificuldades são tão grandes que podemos sucumbir. E aí as doenças da alma são de cura muito mais incerta e lenta que as doenças do corpo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pais e Filhos

É muito interessante a combinação e o resultado da educação/genética/geração na formação da personalidade dos filhos. Vejamos o exemplo do Sr. Olavo Setubal: teve 7 filhos, sendo 6 homens e 1 mulher e dos 7 apenas 2 foram escolhidos para administrar o imperio que ele deixou, sendo um com 90% e o outro com 10%. Cansei de ver exemplos de pais educados, instruídos, conscientes que são contemplados com filhos problemáticos. E também vi exemplos contrários, com pais ignorantes e despresíveis que são idolatrados pelos filhos. Quem tem a receita para criar filhos ? Acho que essa questão tem a ver com o que se deseja dos filhos ou o que se pretende para eles. Já abordei esse assunto antes. Vemos familias em que todos os filhos estudam e parecem ser bem sucedidos. Nada os acomete, nem divórcios, nem doenças graves. Até mesmo perdas de emprego são rapidamente resolvidas. Outras familias tem muitos problemas, tudo parece conspirar para sua infelicidade. Uma resposta simples seria colocar a culpa no "carma familiar". Não excluo essa possibilidade mas também acho que existe responsabilidade individual no resultado final. De uma coisa tenho certeza: sem sacrifício não se consegue nada. Evoluir em qualquer dimensão tem seu preço. É como aquela frase célebre: o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário . . .

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Necessidade de Sentir-se Importante

Esse foi o tema de um artigo que encontrei na internet e re-enviei a alguns amigos. Muito interessante o artigo explica que todos nós temos essa necessidade. Que ela é mais importante que muitas "necessidades vitais" inclusive. O que mais me chamou a atenção é existem algumas formas clássicas de se sentir importante: destacar-se intelectualmente, nas artes ou nos esportes. Acontece que poucos podem se destacar nessas áreas. Restaria ao restante dos mortais procurar se destacar através do consumo. De acordo com esse raciocínio pessoas comprariam objetos de grife ou de luxo com essa finalidade, ou seja, sentir-se importante. Para as empresas essa constatação seria muito bem explorada pelo marketing: seria o caso da escolha dos nomes dos prédios : Baronesa de não sei o que, Principes e outros nomes da realeza. Da expressão "premium": carros compactos "premium" . Carnes nobres, bairros nobres e por ai vai. Como bom engenheiro ( o engenheiro por definição é aquele que escolhe o custo benefício ótimo) essas escolhas motivadas por carências de todo tipo me paressem fraquezas. Eu mesmo já cai em algumas delas e elas me fizeram bem. Por isso não condeno quem as procura, somento critico as pessoas que se privam de coisas mais importantes e essencias para realizar esses desejos de consumo. De novo (ver o artigo "os outros") se perguntamos a essas pessoas eles dirão que preferem passar fome a deixar de comprar o sapato XYZ e que acham estar certas de agir assim. Como dito anteriormente nessas situações: cada louco com sua mania (ou cada cabeça sua sentença).

Juventude Amorfa

Acho que ainda não mencionei mas sou assíduo ouvinte das matérias da rádio CBN, cujas entrevistas ficam gravadas no site www.cbn.com.br . É muito prático poder ouvir as gravações quando se tiver tempo disponível. Normalmente são abordados assuntos atuais e de interesse geral, sempre por especialistas reconhecidos. Um desses especialistas é o Dr Flávio Gikovate, que é solicitado a ajudar as pessoas nos mais diversos problemas. O interessante é que muitos desses problemas podem ser comuns a diversas pessoas, inclusive a mim mesmo. Recentemente uma pessoa pediu ajuda para lidar com o filho, que embora não seja problemático, não demonstra interesse por nada mais que as atividades rotineiras, como estudar apenas o que a escola exige, namorar porque todo mundo namora, jogar video game, etc. A mãe fica preocupada com a falta de objetivos concretos do filho e com seu conformismo a essa situação (cite-se que o filho tem 21 anos).
Pois o Gikovate disse que só podemos lamentar a existência, não tão incomum assim, de jovens como o citado. Jovens que não buscam agir em direção aos seus interesses, que não leem autores inspiradores, que não parecem se preocupar com o futuro e com o que acontece ao seu redor. Disse que a única coisa que os pais podem fazer é dar exemplos de ação em busca de objetivos concretos e esperar que o jovem veja surgir dentro dele essa vontade de viver de forma diferente. Este foi um dos casos em que o problema descrito no programa me pareceu familiar e aplicável a pessoas bem próximas a mim. Minha opinião é que esse é um jeito idiota de se viver mas (veja artigo escrito anteriormente) esses jovens, se perguntados, com certeza dirão que eles que estão certos e nós (eu incluído) é que estamos errados e equivocados. O mais interessante é que conheço alguns jovens desse tipo que se dão bem profissionalmente, obviamente em profissões mais técnicas que necessitam de pouca comunicação com pessoas com pensamentos diferentes ou divergentes. Poderão ser bons técnicos mas acho que nunca serão bons gerentes, diretores ou presidentes de empresas mas posso estar enganado é claro.

domingo, 24 de agosto de 2008

Valores

A maior diferença entre as pessoas são seus valores. Não falo apenas de valores morais, tais como integraridade, honestidade, sinceridade, coragem, perseverança, modéstia, decência, probidade e todas as demais virtudes cardeais. Existem valores familiares, como prioridade aos estudo, alimentação de qualidade, saúde, moradia digna e confortável, transporte, cultura e informação. E valores individuais, onde cada um expressa suas idiossincrasias, tal como ter uma motocicleta caríssima como hobby, fazer viagens ao redor do mundo, gastar em joias ou carros de luxo. A grosso modo podemos dizer que o pensamento das pessoas está onde colocam seu dinheiro. As pessoas elas mesmas estarão onde estiver o seu coração, ou seja, seus sentimentos. As pessoas que amamos e com as quais nos preocupamos. Percebemos que os valores não são apenas monetários (a economia e a contabilidade prestam-se somente a situações que possam ser representadas monetariamente) mas também referem-se a situações de natureza distinta, que têm a ver com princípios, em grande parte morais, que devem orientar o comportamento e as atitudes que desejamos para nós.