Sempre fui bom aluno e sempre valorizei as pessoas que estudam de uma forma geral. Com o tempo aprendi também a valorizar pessoas que não tinham educação formal esmerada mas possuiam experiência de vida e eram exemplos em suas áreas de atuação, por mais simples que fossem. Pois bem, o Brasil é o país dos bacharéis em direito (essa é a graduação com mais brasileiros). No entanto, faltam bons advogados. Nossa indústria produz bens de pequeno valor agregado e de baixa tecnologia em geral, gerando poucos empregos para nossos engenheiros. Nossos médicos deixam muito a desejar (ainda hoje a folha publicou uma matéria sobre escolas de medicina que tem conceito péssimos). Isso acontece nas três profissões "clássicas", que são as que atraem mais candidatos no vestibular, e que, teoricamente, tem maior relevância e demanda social. Tenho em minha hemeroteca um artigo sobre uma pesquisa que comprovou que 53% dos formandos atuam em áreas diferentes da sua graduação. O percentual varia conforme a área de graduação, assim, por exemplo, em engenharia, apenas 33% dos engenheiros atuam na área. É sabido que a maioria dos empregos exige apenas uma pequena parcela do conhecimento que é ensinado no curso de graduação. É assim, por exemplo, com administração de empresas, onde aprende-se a ser diretor ou presidente de uma grande empresa, e, em geral, começa-se por baixo, fazendo-se um serviço muito simples. De qualquer forma teremos cada vez mais faculdades particulares (algumas das quais possuem mais alunos que a USP) e mais formandos, mesmo porque a argumentação para a abertura de novos cursos é a de que o número de jovens em idade de cursar uma faculdade no Brasil, que efetivamente cursam uma faculdade, é muito baixo, em comparação com outros paises do continente, como por exemplo Argentina e Chile (dizem que até a Bolívia, o pais mais pobre da américa do sul, está na frente do Brasil). Sabemos que uma porcentagem grande desses formandos não encontrarão empregos nas suas respectivas áreas de atuação. Isso parece ser um detalhe sem importância. Pulando do ensino superior para o ensino público de 1o e 2o graus, ouve-se sempre vozes clamando pela melhoria do ensino. É preciso que seja dito que quem dá valor ao ensino é a classe média e a alta. Essas classes sociais colocam seus filhos na escola particular ou nas melhores escolas públicas (como a Federal). Pesquisa com os pais dos filhos que estão na escola pública mostra que eles estão satisfeitos com o ensino ministrado aos seus filhos e que educação não é prioridade ou importante para eles. Ou seja, investir dinheiro na escola pública não trará votos para o político se eleger ou re-eleger. Restanos portanto conviver com a mediucridade em termos gerais e torcer para cairmos na mão dos poucos profissionais competentes que o nosso sistema educacional está produzindo.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Depressão
Meu primeiro contato mais intenso com a depressão ocorreu, de forma dramática (drama=ação) quando eu tinha 20 anos, ou seja, 23 anos atrás. Naquela ocasião, nem eu, nem nenhum dos meus familiares, sabia o que estava acontecendo. Imagino que, em 1984, essa doença não fosse tão comum, e que, muitos casos não eram diagnosticados. As mudanças, em particular as que não controlamos, são as principais causas da depressão. Uma decepção amorosa, uma mudança nas condições de trabalho (quando as empresas começam a cortar custos e demitir pessoas, por exemplo), a perda de um bom emprego, a perda de uma pessoa da família, uma doença grave. Como podemos observar, dificilmente alguém vai escapar de ter depressão pelo menos algumas vezes na vida. É claro que cada um pode reagir de forma diferente ao que acontece com ele e em volta de si. Existem pessoas que não estão nem aí para o que acontece com os outros e outras que são influenciáveis, que são solidárias, empáticas e que sofrem com a desgraça alheia. Um dos agravantes da depressão é que quem tem um episódio depressivo tem maiores chances de ter outros no futuro. Os médicos estão atentos e receitam anti-depressivos com muita facilidade. Eles acreditam que é melhor pecar por excesso do que por falta.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Os Outros
Existem pelo menos três frases que considero célebres sobre o título acima:
- O inferno são os outros ! (Sartre)
- Cada louco com sua mania . . .
- Cada cabeça sua sentença !
A verdade é que todas expressam uma realidade: Toda pessoa que decide alguma coisa, ou que adota um determindado comportamento, tem certeza de que está com a razão. É incrível como essa constatação é universal. Serve para a educação que os pais dão aos seus filhos, para decisões de investimento (bolsa de valores incluida), para posições adotadas no trabalho, para a escolha de uma religião, para torcer por um time de futebol ou votar em determinado partido ou candidato. Até pessoas que dão desfalque nas empresas têm uma "justificativa" conforme pude comprovar uma vez pessoalmente. Esse assunto enseja uma outra abordagem, sobre a amplitude do que é legal e o que é moralmente desejável. A lei regula apenas uma pequena parte do universo possível de relações entre as pessoas. A moral regularia toda a parte não abrangida pela lei. Quando alguém faz algo imoral mas não ilegal ficamos no vácuo, pois nada podemos fazer na prática. Assim, você pode estar "coberto de razão" na sua opinião, e desde que não viole alguma lei, poderá continuar com sua idéias sem ser perturbado, ou seja: cada louco com sua mania e cada cabeça sua sentença!
- O inferno são os outros ! (Sartre)
- Cada louco com sua mania . . .
- Cada cabeça sua sentença !
A verdade é que todas expressam uma realidade: Toda pessoa que decide alguma coisa, ou que adota um determindado comportamento, tem certeza de que está com a razão. É incrível como essa constatação é universal. Serve para a educação que os pais dão aos seus filhos, para decisões de investimento (bolsa de valores incluida), para posições adotadas no trabalho, para a escolha de uma religião, para torcer por um time de futebol ou votar em determinado partido ou candidato. Até pessoas que dão desfalque nas empresas têm uma "justificativa" conforme pude comprovar uma vez pessoalmente. Esse assunto enseja uma outra abordagem, sobre a amplitude do que é legal e o que é moralmente desejável. A lei regula apenas uma pequena parte do universo possível de relações entre as pessoas. A moral regularia toda a parte não abrangida pela lei. Quando alguém faz algo imoral mas não ilegal ficamos no vácuo, pois nada podemos fazer na prática. Assim, você pode estar "coberto de razão" na sua opinião, e desde que não viole alguma lei, poderá continuar com sua idéias sem ser perturbado, ou seja: cada louco com sua mania e cada cabeça sua sentença!
terça-feira, 22 de abril de 2008
Separação e Divórcio
Já dizia um filósofo antigo: Conheço a proximidade das almas não pela forma com que se aproximam mas pelo modo pelo qual se afastam. Pois é a mais pura verdade. Ou como dizia o Tim Maia: Quer conhecer sua namorada ? Casa ! Quer conhecer sua mulher ? Separa !
Filosofias a parte é sabido e notório que o segundo maior stress que alguém pode passar (só perde para a morte de entes queridos) é a separação/divórcio. No eixo Rio/São Paulo estima-se em 50% o número de casamentos que terminarão em divórcio. Como as pessoas que se divorciam voltam a se casar, a família "moderna" passa a ser composta (em geral) de enteados e madrastas e padrastos, com as consequências descritas no artigo de Contardo Calligaris, citado recentemente neste blog. No aspecto material devemos levar em consideração que todo casal é formado de consortes, o que quer dizer, da mesma sorte. Assim, na separação, podemos ter a divisão das dívidas (o mais comum, dependendo da idade ao se separar) ou dos bens. Na separação dos bens também podem haver variações, já que ela independe da real contribuição que cada um fez para sua aquisição, pelo menos no regime de comunhão parcial de bens, o mais comum em nossas terras. Outro aspecto a ser levado em consideração em um divórcio mas também pouco citado é o egoismo. Há casamentos em que a pessoa infeliz coloca a culpa das suas infelicidades no parceiro e acha que o divórcio a fará feliz. Muitas vezes não se importa com os filhos. Essas criaturas deveriam saber que só tem direito a ter filhos quem é realmente feliz. Caso isso fosse observado poderíamos viver com muito mais paz e harmonia.
Filosofias a parte é sabido e notório que o segundo maior stress que alguém pode passar (só perde para a morte de entes queridos) é a separação/divórcio. No eixo Rio/São Paulo estima-se em 50% o número de casamentos que terminarão em divórcio. Como as pessoas que se divorciam voltam a se casar, a família "moderna" passa a ser composta (em geral) de enteados e madrastas e padrastos, com as consequências descritas no artigo de Contardo Calligaris, citado recentemente neste blog. No aspecto material devemos levar em consideração que todo casal é formado de consortes, o que quer dizer, da mesma sorte. Assim, na separação, podemos ter a divisão das dívidas (o mais comum, dependendo da idade ao se separar) ou dos bens. Na separação dos bens também podem haver variações, já que ela independe da real contribuição que cada um fez para sua aquisição, pelo menos no regime de comunhão parcial de bens, o mais comum em nossas terras. Outro aspecto a ser levado em consideração em um divórcio mas também pouco citado é o egoismo. Há casamentos em que a pessoa infeliz coloca a culpa das suas infelicidades no parceiro e acha que o divórcio a fará feliz. Muitas vezes não se importa com os filhos. Essas criaturas deveriam saber que só tem direito a ter filhos quem é realmente feliz. Caso isso fosse observado poderíamos viver com muito mais paz e harmonia.
As Funções do Dinheiro
Sabemos das aulas de economia que as funções do dinheiro são três:
- Função de Troca: podemos trocar o dinheiro por qualquer coisa que seja "comprável".
- Função de Tesouraria: podemos acumular dinheiro, de forma a termos uma reserva a ser usada no futuro, para alguma eventualidade ou aquisição de maior vulto.
- Função de especulação: a palavra especular vem do latim e apenas quer dizer observar. O especulador é aquele que observa o mercado e investe seu dinheiro de forma a multiplicá-lo sem fazer força. Um exemplo típico é a bolsa de valores, onde pode-se comprar ações na baixa e vendê-las na aula. Outro exemplo é a especulação imobiliaria: comprar imóveis em regiões baratas que se valorizam por algum motivo, como por exemplo o anúncio de uma nova linha do metrô.
No entanto o dinheiro tem outros significados para outras ciências. Podemos dizer que ele representa poder e status, duas qualidades muito admiradas nos dias de hoje. Pesquisas recentes indicam claramente que no Brasil ter dinheiro faz muito bem a saúde e a felicidade do seu possuidor. Moralmente interessa como esse dinheiro é obtido. Na prática ninguém está muito interessado nisso. Como disse um famoso mafioso preso aqui no Brasil anos atrás: No Brasil só o que importa é ter dinheiro e boa aparência.
- Função de Troca: podemos trocar o dinheiro por qualquer coisa que seja "comprável".
- Função de Tesouraria: podemos acumular dinheiro, de forma a termos uma reserva a ser usada no futuro, para alguma eventualidade ou aquisição de maior vulto.
- Função de especulação: a palavra especular vem do latim e apenas quer dizer observar. O especulador é aquele que observa o mercado e investe seu dinheiro de forma a multiplicá-lo sem fazer força. Um exemplo típico é a bolsa de valores, onde pode-se comprar ações na baixa e vendê-las na aula. Outro exemplo é a especulação imobiliaria: comprar imóveis em regiões baratas que se valorizam por algum motivo, como por exemplo o anúncio de uma nova linha do metrô.
No entanto o dinheiro tem outros significados para outras ciências. Podemos dizer que ele representa poder e status, duas qualidades muito admiradas nos dias de hoje. Pesquisas recentes indicam claramente que no Brasil ter dinheiro faz muito bem a saúde e a felicidade do seu possuidor. Moralmente interessa como esse dinheiro é obtido. Na prática ninguém está muito interessado nisso. Como disse um famoso mafioso preso aqui no Brasil anos atrás: No Brasil só o que importa é ter dinheiro e boa aparência.
domingo, 20 de abril de 2008
Amigos
Você tem realmente amigos ? Não confundir com "colegas". Amigos são confidentes. Colegas são pessoas que tem interesse em comum com você. Exemplo: todos empregados da empresa em que você trabalha são seus colegas, pois todos querem que a empresa continue existindo para receber seu salário no final do mês. No entanto, nenhum deles pode ser seu amigo. Aliáis é muito difícil fazer amigos nas empresas privadas. Nelas o que existe é a competição e nessas condições o outro é visto como inimigo a ser vencido na disputa por cargos, salários, poder, etc. E mesmo amigos durante o tempo que você estiver empregado podem simplesmente "sumir", depois que você sair da empresa. É por isso que dizem: amigos vêm e vão mas inimigos acumulam-se. Outra frase célebre diz que amigos nós podemos escolher . . .parentes não ! Geralmente escolhemos nosso amigos por afinidades, mesmos gostos, proximidade intelectual, mesmos valores morais. Tenho um amigo que deixou os Estados Unidos por falta do convívio com seus amigos e familiares. Existem pessoas que estão trabalhando menos para poderem conviver mais com seus amigos. Existem muitas canções que falam da amizade verdadeira. Os amigos nos ajudam a passar pelas perdas e frustrações inevitáveis nesta existência terrena . . .
As diversas idades do homem
Dizem que temos 7 idades: 1o Infância ---> do nascimento até 7 anos. 2o Infância ---> de 7 até 12 anos. Adolescência ---> de 12 a 18 anos. Juventude ----> de 18 a 26 anos. Idade Adulta ---> de 26 até 40 anos. Idade Madura ---> de 40 até 60 anos e finalmente: Velhice ---> de 60 até o final da vida. Cada "idade" tem seus encantos e desafios mas o que temos visto é a invasão de algumas delas (como crianças na 2o infância usando roupas de adolescentes e maquiagem) e a extensão de outras, como pessoas de 30 anos que se comportam como adolescentes. Outro ponto a destacar é que muitas pessoas estão vivendo mais, principalmente mulheres, o que pode levar a velhice durar 30 anos por exemplo, de forma a tornar essa "idade" a de mais longa duração.
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