domingo, 9 de janeiro de 2011

Velhos, o dinheiro e a passada de mão na cabeça

Alguns velhos acumulam muito dinheiro. Viuvas de funcionarios publicos graduados, profissionais liberais bem sucedidos, empresários idem. O perigo está na caduquice, quando esses velhos podem ser enganados, fazerem maus negócios e perderem o patrimonio acumulado. Trata-se de uma situação delicada, onde filhos devem intervir na administração das finanças dos seus velhos pais. Não é de se admirar que esses pais resistam a ideia. Outra situação é a dos velhos sem filhos com dinheiro. Nesse caso sobrinhos (as) espertalhões podem passar a mão na cabeça deles, ao mesmo tempo que surrupiam o seu dinheiro. A oportunidade faz o ladrão e um velho rico com o miolo mole pode ser uma tentação. Pouco trabalho para muito retorno. Os velhos também são culpados: em geral são dominados pela sua fraqueza emocional e fragilidade. É comum velhos acumularem dinheiro: poucos sabem gerenciar o dinheiro ao longo do tempo, tomando decisões com antecedência. Com as viuvas é mais comum ainda, porque durante sua vida ativa podem não ter tido experiência com a administração do dinheiro. E na velhice é que não vão aprender nada. É parecido com o caso dos jovens: passar uma mão na cabeça enquanto ajuda a enrrabar com a outra.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A incoerência e injustiça das familias

As novelas mostram sempre pessoas que são maus carateres, verdadeiros bandidos, que são protegidos e defendidos pelas suas familias, que insistem em passar a mão nas cabeças deles. Familias que querem educar seus filhos na meritocracia (tratar diferentemente os diferentes) enfrentam problemas pela contaminação das relações dos mesmos com os "coleguinhas". Lembro-me bem da minha infância, onde fui criado na "redea curta", levando muito mais pauladas que "passadas de mão na cabeça". Existiam maus alunos, verdadeiras pestes, que eram incensados pelos seus pais, que achavam que eles eram o máximo e que se não eram melhores, era porque o professor não prestava ou a escola ou então as mas companhias dos amiguinhos. Era notório que a justiça não era feita nessa época da escola: os maus alunos muitas vezes saiam premiados, pelo menos por sua familia, que na pratica, era o que importava. Para mim passavam a imagem de que eram mais amados do que eu. Percebemos por esse breve relato que o conceito de justiça não faz parte da educação de muitas familias, pelo menos o de justiça na meritocracia. Esses comportamentos se repetem nas empresas, onde muitas vezes o pior ou mais incompetente se vale de meios escusos e consegue ser promovido por exemplo. No filme Star Wars estariamos falando no lado negro da força. Tambem me lembro na minha adolescência, onde meu pai pagava um colegio tradicional mas não me dava o mesmo padrão de vida dos meus colegas, não porque ele não pudesse mas porque não queria. Naquela epoca tive uma namoradinha que estudava em colegio publico a noite e pude comprovar que muitos daqueles alunos se vestiam e pareciam mais ricos do que eu. Ou seja, seus pais lhes compensavam a pessima escola que eles recebiam (mas pela qual não tinham de pagar nada) com mimos e presentes. Essas estratégias podres é que corrompem os jovens: passa-se a mão na cabeça deles enquanto lhes enrabam com uma educação mediocre que lhes fecharão as portas de um futuro melhor e mais rico. É a arte de enganar e enrolar, tão comum aqui no Brasil. É a arte da mentira e da dissimulação, do deixa disso, do mau caratismo. Garanto que todo bandido tem uma mãe que acha que ele está certo e é o máximo, tanto que elas vão visitá-los na cadeia.

Enganos

Via de regra todas as vezes que nos enganamos pagamos um preço: muitas vezes em dinheiro, como quando compramos um carro de que posteriormente não gostamos e temos de vender (o mesmo vale para um imovel). Quando nos enganamos nos relacionamentos, o que ganhamos é sofrimento (trata-se de um sofremento fisico e emocional). Finalmente quando nos enganamos com relação a saude tambem sofreremos e muitas vezes perderemos dinheiro concomitantemente (aqui podemos sofrer com dor física). Ninguém quer sentir dor. Segundo o principio da psicanalise nos humanos fugimos da dor e buscamos o prazer. Os enganos são os momentos em que o que parecia ser prazer se transforma em dor. E para evitar enganos, devemos absorver o conhecimento, que quando colocado em prática vira sabedoria. Quanto menos engamos maior a felicidade !

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Produtividade

Produtividade é um termo do mundo do trabalho e é basicamente o resultado de uma empresa (produção) pelos recursos humanos alocados a ela. O termo surgiu nas manufaturas, pois existia uma equação simples: mão de obra + capital + terra (recursos naturais) = produção. Para a economia, o que é produzido será necessariamente vendido. E é claro que o numero de pessoas produzindo tinha de ser muito maior que o de pessoas não produtivas, como costuma acontecer até hoje em todas as empresas. Assim a produtividade era definida como aquilo que era produzido, medido por uma grandeza fisica qualquer, dividido pelo numero de empregados utilizados para conseguir essa produção. A produtividade é sabidamente baixa aqui no Brasil. Com uma baixa produtividade geramos pouca riqueza (bens e serviços) e com isso nossa tendência é ser pobres. O salário de um empregado está diretamente ligado a sua produtividade. Os salarios nos países ricos são mais elevados em grande parte porque seus empregados são mais produtivos (geram mais riqueza) que os dos paises pobres. Gerando mais riqueza, é mais fácil para o empregador distribuir mais salario para seus empregados. Assim tambem é em muitas atividades braçais aqui no Brasil, em particular no caso de autonomos: quanto mais trabalham, mais ganham.

Passar a mão na cabeça dos filhos ou dar "paulada"

Esta parece ser a síntese da educação familiar aqui no Brasil: existem famílias que "passam a mão na cabeça dos filhos", não impõe limites, para tudo que os filhos fazem tem uma desculpa na ponta da lingua e são os primeiros a defender seus filhos dos professores ou da justiça, pois certamente eles serão problemas e não raro aparecerão no noticiario. Por outro lado existem familias por demais rigorosas, onde os filhos nunca tem voz, onde as humilhações são constantes. São as familias da "paulada". É claro que a sabedoria dos pais reside em saber o momento de passar a mão na cabeça e o momento de dar "pauladas". E quais pais conseguem essa harmonia ? Muitos poucos. Nos filhos veremos o reflexo disso: filhos moles, sempre se fazendo de vítimas ou então filhos que suportam tudo e todos além dos seus limites e ficam doentes. Tanto em um caso quanto no outro temos os erros dos pais. Pais que muitas vezes apenas repetem sem refletir a educação (errada) que tiveram. E assim caminha a humanidade aqui no Brasil, com passos de formiga e sem vontade, como disse o cantor Lulu Santos . . .

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A imagem social

Muito do que as pessoas compram tem a ver com o sentimento de não se sentir "por baixo". É assim que quando o vizinho compra um carro novo muitos outros vizinhos tambem o fazem. É assim tambem que vamos de carro a um evento social, ao inves de irmos de onibus, por exemplo. O carro diz muito sobre o seu dono. Caso resolvermos ir de onibus, seremos diminuidos aos olhos dos outros convidados. Nossa especie ainda é muito visual. Para muitos não adianta ter dinheiro se não puder mostrar isso para o mundo e para os demais parentes/amigos. Acho que eles pensam: se vivo como eles, então é como se eu fosse um de deles. O lugar de moradia em uma cidade grande é algo que define muito da vida da familia, pois será ali que muitas relações serão estabelecidas, como amigos de escola dos filhos, vizinhos e hábitos de consumo. Ninguem gosta de se deslocar em uma cidade como São Paulo para terem suas necessidades básicas satisfeitas. A mobilidade social é visivel na moradia e no carro. Os deslocamentos diarios são para o trabalho, escola e saude (hospital/posto de saude). Saidas para diversão ou visistas são em numero muito menor. Isso reflete que as "necessidades" dominam a vida das pessoas. O lazer, a cultura, a conversa com os amigos, a visita a parentes, ficam em segundo plano e não geram volume muito grande de deslocamentos. Ou seja, caso não tenha necessidade, a tendência é de a pessoa ficar "morgando" em casa, provavelmente no computador em um joguinho ou na televisão. Ler um jornal ou um livro, ir a um cinema ou visitar um museu é para poucos . . .

Criatividade e distração/concentração

Mais uma pesquisa: quem é criativo é mais distraido e está mais ligado ao que acontece a sua volta. Ou seja, quem é mais inquieto, e provavelmente mais contestador, tem uma grande chance de ser mais criativo. Sempre achei que eu era criativo. Pude exercer essa criatividade no dia a dia, tanto na minha profissão, quanto na vida prática. Depois descobri que a maioria das pessoas não é nada criativa, os padrões e as regras são martelados na cabeça das nossas crianças desde cedo. O padrão japonês mostra bem isso: concentração e isolamento total, para conseguir atingir seus objetivos. Eu tambem sei me concentrar mas confesso que isso não é o que me dá mais prazer. Gosto da variedade, do burburinho, das novidades e oportunidades que as variações nos trazem. De conversar sobre assuntos diversos, de explorar novos lugares, pessoas. Já os "concentrados" pareçem sentirem-se muito confortáveis em fazer sempre a mesma coisa, conversar sobre os mesmos assuntos. São repetitivos em geral. O mundo não ajuda muito, pois a maioria das pessoas moram em lugares absolutamente desinteressantes, como cidades pequenas (no máximo médias). Nem falo dos que moram na zona rural, porque esses estão em geral ainda na idade média, em parte devido ao seu isolamento. A criatividade tem muito a ver com as profissões mais glamurosas que existem, como a dos artistas e dos intelectuais. Só que somente 2% das pessoas conseguem ocupar essas profissões. Mesmo essas profissões deverão ter seus momentos maçantes. A diferença é que eles devem ser poucos . . .