sábado, 13 de fevereiro de 2010

Potenciais que não se realizam

Fico imaginando quantos profissionais de sucesso são perdidos por pais e professores que não identificam nas crianças seus potenciais. Isso é tão importante que os Estados Unidos (e a antiga União Sovietica) tem programas proprios para isso. A riqueza de um pais está nos seus talentos, nos seus expoentes. São eles que levam a humanidade avante. Os Estados Unidos tem programas de visto para receber essas pessoas do mundo inteiro. Eles sabem que essa postura é estratégica e vital para mantê-los na liderança mundial. O mesmo vale em menor escala para os filhos de determinada familia: quanto mais precocemente for identificado algum dom ou talento individual da criança mas cedo ela deve ser incentivada a desenvolvê-lo, para o seu bem estar futuro e da nação. O problema é que os pais em geral não estão preparados para identificar e muito menos para incentivar essas crianças. Nem conhecem as grandes áreas das inteligências: lógico-matemática, inter-pessoal, cinestésica, espacial, musical, comunicativa, etc. E assim vamos desperdiçando nosso futuro . . .

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sofisticação do Pensamento e a Triste Realidade

Cada vez mais nos deparamos com pessoas pouco desenvolvidas que não entendem o que tentamos comunicar. Parece que todos quando muito são capazes apenas de entender suas profissões e olhe lá, pois estamos sendo otimistas. E de novo, nas interfaces, ou seja, nos contatos e nas decisões, fica claro o quanto pouco desenvolvidas são certas mentes. As "preocupações" e os objetivos mostram claramente os valores que norteiam as decisões. O desconhecimento da realidade, a obsolescência do modo de pensar e o apego a um auto-conceito muito elevado levam a decisões equivocadas e como disse o sábio Cazuza: Suas idéias não correspondem aos fatos. Sua piscina está cheia de ratos. O tempo não para !!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

As opções entre os imóveis

Dentre os bens materiais que podemos possuir, os mais valiosos e "comercializáveis" (possuem um "mercado") são os carros e os imóveis. O mercado de carros já analisei em um artigo anterior. Os imóveis novos são em geral únicos. Dificilmente, devido ao projeto, que é feito em função do bairro e do terreno, acharemos um imovel igual ao outro. Quando se vai comprar um imóvel, as variações em uma cidade como São Paulo, limitam muito as possibilidades. Em geral temos um trade off de tamanho versus idade do imóvel e local versus tamanho. Existe ainda um agravante: em certos bairros não existe a possibilidade de comprar algo mais em conta, pois o imóvel mais barato já parte de um certo patamar. O mesmo se verifica com o mercado de aluguéis que também tem sua lógica. Quando se busca um imóvel para comprar nem sempre encontramos o imóvel que desejamos. Com os veículos isso não acontece. Para um determinado valor em dinheiro podemos subir ou descer na escala de novos e usados até acharmos o que nos interessa. No imóvel o fundamental é a localização, já que ele não se move obviamente. O imóvel, embora seja normalmente eterno, possui instalações, que tem uma vida útil. Nesse aspecto é semelhante a um veículo. Finalmente, a oferta de veículos é muito maior e sua rotatividade idem quando comparados aos imóveis.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os homens e seus carros

Assunto apaixonante para a maior parte dos homens é carro (motos para alguns tambem). O carro tem uma simbologia e um significado que a psicologia tenta explicar. Ler os blogs e os comentários que são postados é uma viagem pelas opiniões e sentimentos de apaixonados. Ali temos opiniões de quem tem o modelo em análise. Opiniões teoricas, baseadas no suposto "custo-beneficio" que pode ser extraido das informações que os fabricantes disponibilizam e também a opinião relativa de um determinado consumidor, que tem uma história com modelos diferentes de diferentes fabricantes. A verdade é que a compra de um carro zero é uma despesa significativa aqui no Brasil. Não só pelo valor pago no ato da compra, como também pelos custos posteriores, como combustivel, seguro, imposto, depreciação, pedágio, etc.,etc., etc. . Temos também que considerar o fato de que o brasileiro fica com o carro muitos (alguns) anos e que em geral não tem dinheiro para comprá-lo a vista, de forma que mais variáveis (financiamento) entram nessa questão. Isso tudo considerando que a pessoa está considerando na comparação carros de faixa de preço compatíveis e com a mesma "proposta" (popular, medio, grande, luxo, etc). Com a variadade de opções o trabalho de escolher é maior e pode confundir muitos potenciais compradores. E ainda temos de considerar o "tempo" da escolha, pois com tantas empresas concorrendo, os lançamentos se sucedem, podendo mudar o "jogo" de uma hora para outra. É . . .comprar um carro novo para quem tem disponibilidade financeira pode ser uma tarefa árdua (imagine considerando a possibilidade de comprar um usado também!).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Por que tudo e todos conspiram contra os livre pensadores

As pessoas nascem com um cerebro sem ligações pré-estabelecidas, ou seja, com o hardware "virgem". O que acontece após o nascimento, e que é absorvido pelos sentidos, é o que será escrito no cérebro (o software), e é o que definirá a pessoa e o seu pensamento/mente (ou alma). Talvez isso seja verdade para aqueles que não tiverem prejuizos no "hardware", tais como deficiencias na produção e transmissão dos neuro-transmissores, infecções ou traumatismos. Ou seja, em uma situação "normal". Pois bem, uma vez nascido, teremos o primeiro contato com nossas mães (na maior parte dos casos), depois com o pai e demais entes da familia. Nosso processo de escrita continuará na vizinhança, escola, trabalho. E no meio disso a influência cultural e dos meios de comunicação (propaganda, etc., etc) também fazendo seu efeito. Não podemos esquecer da religião e dos "mitos'. E da lei e seus costumes. No final da historia, caso o sujeito não seja uma pessoa crítica e inteligente, estará fadado a ser sempre o que alguém deseja e não o que ele deseja. Assim sendo, criamos "robos" para nos obedecer docilmente, para serem adestrados e repetirem comportamentos, para comprarem sempre as mesmas coisas. Não se admira portanto que as crianças sejam "macaquinhos" repetindo bordões dos seus pais ou de sua classe social. Tudo conspira para que assim seja. Livre pensar e autodeterminação são palavras fora de moda. O negócio é ser igual a todos os outros para não correr o risco de ser criticado ou ridicularizado. Fazer tudo sempre igual é a regra do jogo e o interesse de muitos que não querem que as pessoas sejam livres e independentes mentalmente.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pais negligentes, participativos, permissivos e autoritarios

Pesquisa revelou a influencia dos pais (ou seria do pai ?) na vida escolar e social dos filhos. Já sabiamos que os pais de hoje são os que levarão os filhos de hoje ao analista/terapeuta de amanhã. O maior percentual é de pais negligentes com 39%. Os participativos são 35%. Em minoria os permissivos com 15% e os autoritarios com 11%. Os piores para os filhos são os negligentes. Os melhores para os filhos foram os participativos e os permissivos. Os pais autoritários também são potencialmente nocivos para os filhos. Podemos imaginar o resultado dessa influência dos pais nos filhos, quando encontrarmos esses filhos já crescidos, no trabalho, no transito, no supermercado. Esse comportamento dos pais influencia a auto estima e a auto confiança das crianças, e, portanto, influenciará todo o seu futuro, como pessoa, cidadã e profissional.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Incivilizados entre nós . . .

No dicionário civilizado é aquele que vive na cidade (a palavra vem de civil = cidadão). Presume-se que na cidade as pessoas sejam corteses, educadas, polidas e finas. Essa presunção deve-se ao fato que a presença de uma pessoa próxima a outra, como soi acontecer na cidade, obrigue os indivíduos a se conterem em certas circunstâncias, em prol do benefício de todos. Na cidade temos também a facilidade da aplicação das leis e de todos os recursos da vida moderna, de forma a ajudar a normatizar os comportamentos das pessoas. Acontece que muitos ainda trazem resquícios de má educação e os jornais (e os condomínios) estão cheios de causos. O mesmo acontece no transito, onde muitos estão no nível selvagem da evolução humana. Procuro minimizar meu contato com os "bárbaros", restringindo-o as necessidades inevitáveis e essenciais.