Ouvi uma vez um ditado sobre a teoria e a prática: Só pratica = barco sem rumo. Só teoria = barco ancorado. O problema é que a maioria tem apenas a prática ou apenas a teoria. Quem tem a teoria e a prática sempre sairá na frente. É o caso da seleção e recrutamento: o candidato ideal tem a teoria (formação/estudo) e a prática (experiência na função). Quando se fala de FUTURO temos somente TEORIAS. São especulações . . . foi assim na minha época de estudante: a micro-eletrônica era uma "promessa": O Brasil iria investir nessa área e os formandos como eu ficariam por cima da carne seca. Isso não aconteceu . . . Hoje ouvi um professor universitário falando sobre as profissões do futuro. Nas previsões dele, com o envelhecimento da população, as pessoas viverão mais e melhor e não se aposentarão nunca, permanecendo em atividade produtiva e remunerada até os "centos" anos . . . na minha opinião o professor é um baita teórico: as grandes empresas se livram dos empregados numa velocidade enorme. A depressão será a maior causa de afastamento do trabalho. Realmente, a teoria na prática é bem diferente !
domingo, 11 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Decepções
Todos passamos por decepções. Qual delas é a pior ? Parentes distantes ou próximos. Chefes no emprego. As vezes parceiros amorosos. Outras vezes pessoas da própria familia. Também "amigos". E por fim colegas de trabalho. Pois é . . . é igual a ser honesto: todos são até que deixem de sê-lo. Ou seja: todos são entes queridos e estimados, até que suas ações mostrem que não são dignos de estima e serem "queridos". Podemos chamar isso de traição. Traição não e só a sexual num casal. Qualquer quebra de confiança pode ser chamada de traição. Confiar é "fiar junto". No entanto, precisamos confiar em alguém. Ou confiar desconfiando.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A Excelência é para poucos !
Sempre que observarmos uma característica, qualquer que seja ela, perceberemos que os que se destacam são poucos. Acho que isso tem a ver com a distribuição normal de probabilidades. Quem conhece estatística sabe do que estou falando: os extremos são pouco prováveis. Dessa observação chegamos também a afirmação de que toda média é mediucre. Como ninguém consegue ser bom em tudo, o segredo das pessoas é se destacar em alguma coisa específica e concentrar-se nisso. O problema é que essa pessoa, que só conhece uma faceta do mundo, torna-se analfabeta em relação aos outros aspectos da vida. E é aqui que espertalhões podem se aproveitar da ignorância do indivíduo. Uma solução é conseguir fazer amizades com pessoas inteligentes das diversas especialidades e pedir ajuda a elas quando necessário, na confiança de que elas não se aproveitarão da situação e que ajudarão. Em países mais evoluídos e mais éticos que o Brasil essas providências talvez não sejam tão necessárias. Na nossa realidade, temos que um em cada cinco brasileiros já foram vítimas de estelionato ou de tentativas. Não existe um dia em que não apareçam @-mails falsos na minha caixa postal, tentando conseguir informações para a consecução de fraudes. O mesmo com propostas por telefone ou tentativas de extorsão. Uma medida de sobrevivência muito salutar é obter referências sobre serviços ou produtos com amigos, colegas, familiares e conhecidos. Infelizmente nem sempre encontramos essas referências com nossos contatos. Nessa situação devemos nos aventurar no "mercado". Aqui todo cuidado será pouco. Devemos buscar informações confiáveis na mídia sobre os fornecedores. Escolher se possível os "top" nas categorias, o que significa, em geral, tradição e competência, ou seja, anos de experiência (experiência é o nome que as pessoas dão aos seus erros passados) e aprovação pelo "mercado" (competência = estabelecer-se com sucesso = competir). Com o advento da internet as empresas podem ser analisadas por seus "sites" e mesmo por rankings que são cada vez mais comuns. E finalmente rezar, pois mesmo com todos os cuidados ainda podemos ser vítimas de maus profissionais e produtos.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Trabalho - Tripalium
A palavra trabalho em português vem de tripalium, que era um instrumento de tortura, com o qual os romanos torturavam os escravos. Só por aí já dá para perceber a conotação negativa que tem o trabalho por aqui. Isso sem falar na Bahia e nos baianos, tão conhecidos pela sua disposição para o trabalho . . .
Pois bem, na edição de hoje de "No divã do Gikovate" foi abordado o tema trabalho, ou melhor, a falta de trabalho. Um ouvinte informou que está muito feliz em não precisar trabalhar e não depender de ninguém. Ou seja, não tem necessidade financeira de trabalhar e nem sente muito prazer no trabalho que eventualmente poderia exercer, em virtude de ter tido infortúnios no passado. Esse ouvinte pratica esporte de manhã e dedica-se a prazeres intelectuais a tarde, como por exemplo leituras. Em resposta a sua consulta, Gikovate comentou que o trabalho não é o único caminho de realização das pessoas. Em geral é uma necessidade para muitos e um desejo para alguns, que sentem prazer no trabalho que fazem (escrevendo isto me lembrei do "negro reprodutor", que era um escravo destinado a ter sexo com as escravas para gerar descendentes fortes e saudáveis como ele . . . ). Agora, deixando a brincadeira de lado, realmente existem pessoas que gostam do trabalho que fazem. Em geral essas pessoas dominam as variáveis de seu trabalho, ou seja, não são pressionadas demasiadamente pelos outros e nem tem de se submeter a condutas anti-éticas ou indignas. Também não sofrem assedio moral por exemplo. Possuem os instrumentos necessários a realização do trabalho e podem-se dar ao luxo de serem honestas com seus clientes. A maoiria dessas pessoas será composta de funcionários públicos graduados, em especial juízes e promotores e profissionais liberais de sucesso. Essa classe de pessoas tem por prerrogativa sua consciência como fiel da balança, podendo atingir os mais altos estandartes de conduta moral. Empregados de empresas privadas terão sempre o chefe a lhes dizer o que é certo e errado e os chefes terão os clientes e o "mercado" a lhes ditar as regras a seguir. Por isso existem "mercados" onde pessoas honestas não podem trabalhar e que corrompem os mais bem intencionados seres humanos . . .
sábado, 3 de outubro de 2009
"Não dá para ser rico no meio de pobres"
Ser rico no meio de pobres não é possível: você tem de fingir que é pobre. E, nesse caso, de que adianta ser rico ? Ser rico e levar uma vida de pobre me parece uma imbecilidade. Todo o esforço para ganhar o dinheiro de forma lícita deve ser recompensado por uma vida digna e confortável, não necessariamente luxuosa. Ser rico e levar vida de pobre é nivelar-se com os pobres. No limite, ao morrer essa pessoa terá tido uma vida desinteressante e muito aquém do que poderia ter sido. Assim sendo, acho que o equilíbrio é o caminho do meio: é necessário ser sábio, ou seja, viver bem, sem exageros e sem ser miserável. Sociedades mais igualitárias permitem que todos vivam em certa harmonia: tanto em sociedades ricas como em sociedades pobres. As diferenças é que geram os problemas, pois induzem a violência e a agressão. Caso você se torne muito rico, terá de ter seguranças ao seu redor o tempo todo, pelo menos aqui no Brasil. Outra solução é mudar de país, indo morar nos Estados Unidos, na Europa ou na Austrália. Só que nesse caso perderar-se-a os vínculos afetivos com parentes e amigos. E, sendo estrangeiro, a possibilidade de fazer amizades nesses países também será menor. Como agravante, o $$$ ficará no Brasil e os muitos ricos em geral precisam ficar administrando no dia a dia seu império. Os muito ricos são artistas, jogadores de futebol, grandes empresários ou profissionais liberais de sucesso (médicos e advogados). Não é possível ficar muito rico sendo empregado ou funcionário público (exceto se for corrupto), pelo menos no Brasil.
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