domingo, 18 de maio de 2008

Classificação das Relações Afetivas

O maior estudo já realizado sobre relações afetivas foi feito por um canadense há muitos anos atrás. Nesse estudo ele criou 6 categorias de relacionamentos que descreverei abaixo. No estudo ficou claro que uma relação amorosa sempre era composta por mais de uma das categorias mas uma delas predominava. As categorias são as seguintes:
- Eros: É a idéia que temos da paixão. Os amantes se apaixonam um pelo outro pelo que são. É fundamentado pela atração física e pela vida sexual intensa.
- Storge: É o amor que surge da relação de amizade entre os parceiros. É mais morno do ponto de vista sexual.
- Ludus: O nome vem de "lúdico", ou seja, de brincar. É a relação em que os parceiros trocam de afeto com muita facilidade. É uma relação superficial em geral sem grande envolvimento emocial.
- Pragma: O nome vem de pragmático, ou seja, de ser prático. É o relacionamento em que os amantes estão juntos por conveniência, como por exemplo por dinheiro, status ou outro tipo de interesse não afetivo ou sexual.
- Mania: É o relacionamento conhecido popularmente como "entre tapas e beijos", ou seja, os amantes brigam constantemente e frequentemente mas não conseguem se separar.
- Ágape: É o amor cristão, próprio de quem idealiza o outro. Praticamente exclui o sexo entre os parceiros.

Classes Sociais e o Trabalho da Mulher

Temos visto estatísticas que comprovam que as mulheres estão entrando maciçamente no mercado de trabalho, que são maioria nos cursos universitarios, etc. O que esses dados não dizem, é que essas mulheres que "existem" formamente são uma parte do universo das mulheres totais do pais. Uma pesquisa recente mostrou que nas classes C, D, e E as mulheres continuam a achar que sua obrigação é cuidar dos filhos, do marido e da casa e que a obrigação do homem é sustentar a mulher, os filhos e a casa. Os homens dessa faixa de renda concordam com isso. Nas classes muito elevadas (AA e acima) as mulheres também não trabalham, são as populares "peruas" e "dondocas". Logo concluímos que as mulheres que trabalham e valorizam o trabalho fora de casa (carreira) são as de classe média, média alta e algumas da alta. Existe uma outra pesquisa que corrobora a idéia de que as mulheres solteiras de todas as classes trabalham, pois indica que 90% das casadas que não trabalham fora são mães. Ou seja, não trabalhar fora e não ser mãe é a situação de apenas 10 % das mulheres casadas. Assim sendo, quando encontrarmos uma mulher trabalhando, se ela for de classe baixa (C,D e E) é quase certo que ela é solteira ou então separada, divorciada ou viúva, ou seja, trabalha por necessidade de sobrevivência. Caso essa mulher for de classe média, média alta ou alta, existe uma probabilidade de que essa mulher tenha algum idealismo e trabalhe pelo prazer de exercer sua profissão, além de complementar a renda familiar e permitir manter seu status social. O mais interessante sobre mulher e trabalho foi me dito por uma mulher que me explicou: não importa se a mulher trabalha ou não. O que importa é que ela não entre em conflito com o que ela pensa sobre a mulher e o trabalho. Ou seja, se ela é uma dona de casa e acha que esse é o seu papel social, e ela está feliz, não há conflito. O mesmo vale para a mulher que é uma executiva ou tem algum trabalho que considera importante e que, de novo, ela considera que é o seu lugar no mundo. Em resumo, agindo de acordo com seus pensamentos e ideais a mulher pode estar bem adaptada e feliz em qualquer situação. O trabalho não é a rendeção para todas e muitas mulheres ficam no "limbo": não são dedicadas mães e donas de casa nem tampouco profissionais de sucesso realizadas no trabalho. Por outro lado existem mulheres que conseguem conciliar os dois universos: o doméstico e o profissional. E aquelas que ficam apenas com um dos mundos: ou o profissional ou o doméstico.

sábado, 10 de maio de 2008

Impostos

Os americanos dizem que só não há saída para a morte e para os impostos. Os brasileiros dizem que só não tem saída para a morte. A verdade é que os impostos no Brasil são muito elevados para o retorno que eles dão a população em geral. Na Suécia os impostos são muito elevados mas o retorno é muito grande. Nos E.U.A. os impostos são destacados quando se compra qualquer produto, ou seja, o comerciante te diz que o preço é tal, mais os impostos. Aqui no Brasil os impostos são calculados "por dentro". Isso quer dizer que no preço que pagamos está embutido o imposto, mas ele não é explicito, e, portanto, passa-se a impressão que de ele não existe. Outro problema no Brasil é que se criam impostos com muita facilidade e de todas as formas, o que faz com que nossas empresas (e porque não, nossa sociedade) tenham que dispender muita energia para cumprir com suas obrigações tributárias. Existem impostos sobre tudo: produção, salários, posse de bens, ganhos de capital. As regras e alícotas variam ao gosto do governo e muitas vezes são muito elevadas, levando a tendência a sonegar ser muito incentivada, pois o lucro compensa o risco. E no capitalismo, o lucro é proporcional ao risco, aparentemente até nas ações ilegais e ilícitas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Altura de Novo . . .

Volto a escrever rapidamente sobre este tema por que algumas reflexões me ocorreram após leituras de "posts" no ORKUT. Sabemos que existe uma altura mínima (e máxima também) para ingressar nas forças armadas e na polícia militar. Isso tem a ver com o "poder do porco" que descrevi alteriormente (a altura impõe respeito). Agora li uma explicação do porque as mulheres querem sempre parceiros mais altos (de preferência bem mais altos) que elas: elas querem ter a sensação de serem protegidas pelo parceiro. Parece ser um sentimento ancestral, alguma coisa ligada a nossa herança genética talvez. A verdade é que nunca namorei mulheres "baixinhas". Pelo contrário, tive algumas namoradas da minha altura e outras bem mais altas do que eu. Acho gostoso abraçar minha namorada e ter os olhos dela na altura dos meus . . .sua boca próxima a minha e que requer um mínimo esforço para ser beijada. Sempre dei muito valor as variaveis peso e altura das mulheres. Para mim elas são importantes e quando são as que procuro, como na minha namorada atual, me fazem feliz. Acho que é como citado em meu outro artigo: Cada louco com sua mania !

Bens Jurídicos: Vida, Liberdade e Propriedade

Achei interessante a definição dos bens jurídicos fundamentais que devem ser protegidos, que são a Vida,a Liberdade e a Propriedade. Que a vida deva ser protegida parece óbvio e não necessita de maiores comentários. Já a liberdade é um pouco mais interessante, pois o direito de alguém vai até onde começa o de outro. É certo, porém, que uma das medidas mais duras do direito é a privação da liberdade, aplicada em casos tipificados no direito penal e a apenas duas situações "administrativas": falta de pagamento de pensão alimentícia e depositário infiel. A propriedade não se constitui apenas dos bens mas engloba também o resultado do trabalho. É interessante ressaltar que os bens tutelados pelo direito, que são passíveis de ações na justiça, correspondem a uma pequena parte das situações existentes que correspondem ao domínio da moral e ética. Assim pode ser comum ouvir a frase: tal conduta é moralmente condenável, mas, legalmente, nada podemos fazer.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Limites

O problema com os limites é que em geral só descobrimos quais são depois que os ultrapassamos. É assim quando tomamos um porre por exemplo: vamos bebendo achando que estamos bem até que a coisa desanda. O mesmo vale para o estresse: sempre achamos que podemos aguentar a pressão um pouco mais, até que ficamos doentes. Existem no entanto outros limites, como por exemplo os impostos na educação dos filhos. Existem pais que são muito rígidos e autoritários na educação de seus filhos, alguns até violentos. Assim como existem pais que são lenientes, ou seja, omissos. Nos dois casos é possível prever que os filhos terão problemas. No primeiro caso serão tolhidos em excesso e provavelmente não terão autonomia nenhuma. Já no segundo inverterão os papéis, ficando os pais reféns de seus filhos e de suas vontades. Torna-se-ão pessoas imaturas emocionalmente, que não podem ser frustradas e que tudo exigirão e nada darão em troca. Pois é .. . o segredo e a sabedoria está como sempre no caminho do meio, ou seja, nem autoritário nem omisso. Agente em cada momento com a delicadeza necessária e suficiente.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

SUS e Medicina Privada

Ainda me lembro de uma das poucas vezes que fui a um pronto socorro municipal: eu estava na 7o série e me acidentei na escola. Antes de me atender perguntaram-me se minha mãe pagava INSS. Muitos anos depois descobri que o atendimento estaria disponível para quem ajudava a sustentá-lo, ou seja, quem era empregado com carteira assinada e que portanto contribuia para o INSS. Tudo isso mudou com a criação do SUS - Sistema Único de Saúde, que universalizou a saúde, ou seja, todo cidadão tem direito a saúde, está inclusive na constituição de 1988. Os melhores profissionias estão no serviço público, como no Hospital das Clínicas ou no Incor. Difícil é conseguir vaga para ser atendido. Hoje foi publicada uma matéria na Folha de São Paulo mostrando que o gasto com saúde na medicina privada (convênios) superou pela primeira vez os gastos com o SUS. Prova que caminhamos para a privatização dessa área também.