quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Brasil é um grande condomínio

A frase foi dita por um comentarista da CBN e achei-a muito pertinente. É só ver como nosso condomínio funciona: Um síndico, que equivale ao presidente (executivo). Conselho consultivo fiscal, que equivale ao legislativo (camara dos deputados e senado federal). Condôminos, que votam nas eleições e que pagam a cota condominial (equivale aos impostos). A comparação continua: nas assembléias poucos participam ativamente (equivale a alienação política da população em geral) e poucos se propõe a ajudar, a participar ativamente na condução dos negócios comuns. Na hora de reclamar todos são muito rápidos. Poucos (ou ninguém) dá o devido valor a figura do síndico, já que muitos acham que ele é empregado dos condôminos. Finalmente, poucos estão preparados para ocupar os cargos de direção, por terem falhas de competência e algumas vezes até mesmo de caráter, não sendo portanto confiáveis.

Como saber se você está no lugar certo

A resposta a essa pergunta foi dada pelo Ferraz: caso 70% do tempo você faça coisas de que gosta e com facilidade, então você está no lugar e na profissão certa. Caso seja o contrário, em 70% do tempo você faz coisas que te aborrecem então você está na profissão ou lugar errados. Dificil é conciliar o que voce faz com as oportunidades e necessidades do mercado de trabalho. Existem janelas de oportunidade que se abrem e se fecham com o tempo. Não é facil aprender uma nova profissão e começar do zero depois de certa idade. Empreender é algo que pode ser muito arriscado, pelas condições de mercado que mudam muito rapidamente e pelas exigências legais. Eu diria que eu estou no lugar e profissão certas, pois 95% do tempo faço coisas de que gosto.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Doze chefes em 14 anos . . .

Incrível como eu tive tantos chefes em tão pouco tempo. Em média um chefe a cada dois anos. É claro que alguns duraram um ano e outros 6 anos. A verdade é que cada um deles deve ter uma opinião sobre a minha pessoa. O primeiro foi o Cabral, gerente de desenvolvimento de pessoal. Depois o Giampaolo, gerente de serviços e assistência técnica. Na sequência o Shigueo, supervisor de telecomunicações. O Marcelo, da gerencia de auditoria e, ainda na auditoria, o Francisco. Na auditoria da GM o Pelaio, depois a Cecilia, o João, o Juarez e o Gilberto. Em recursos humanos o João e o Takaoca. Tantos chefes foi o reflexo de tantas mudanças pelas quais passei, Alguns foram bons para mim outros nem tanto. O esforço para adaptar-se é sempre muito grande, pois cada chefe tem suas ideias e seus projetos e mesmo o serviço foi modificando-se com o tempo. Hoje vejo como aqueles tempos foram desgastantes e conturbados . . .

Relacionamento médico paciente

Terminei de ler o livro do Adib Jatene "Cartas a um Jovem Médico". Muito interessante, o livro conta a experiência de 50 anos na medicina do Dr Jatene. Dentre as muitas passagens, uma me chamou a atenção: como as informações médicas são absorvidas pelas pessoas mais simples ou pelas pessoas mais esclarecidas: os mais simples são crédulos, ou seja, acreditam piamente no que o médico diz e não questionam. Já os mais intelectualizados precisam ser convencidos pelo médico de que devem seguir suas recomendações. Cabe ao médico se adaptar aos seus clientes, com todas as limitações de tempo e recursos que a maioria dos profissionais enfrentam, além das inerentes ao proprio médico.

Pontos Fortes, Pontos Fracos e Pontos Limitantes

Ponto forte: aquilo que você faz com o pé nas costas. Pontos Fracos: somente com muito esforço o sujeito consegue superar. Ponto Limitante: nem com esforço dá para superar. A estrutura da pessoa não muda: após os 12 anos pouco pode acontecer. Resumindo: quem é 7 com pouco esforço chega a 10. Quem é 1 ou 2, com muito esforço chega a 5. No meu caso insisti na engenharia mesmo com as dificuldades.Só que as dificuldades eram de praticamente todos. Meu ponto forte era principalmente o ingles e foi com isso que consegui me virar. O ponto limitante pode ser bem observado no esporte: peso, altura e força muscular fazem a diferença nas competições. Qual meu ponto forte hoje ? Com certeza a sabedoria. Deveria ser um terapeuta . . .

Segundo casamento tende a ser melhor que o primeiro

Será verdade ? Alguem já disse que o segundo casamento é a vitoria da esperança sobre a experiência . . . Eu acho que depende da atitude da pessoa: quem aprendeu onde errou, porque errou, porque não poderia ser diferente naquela ocasião, terá muita chance de fazer um segundo casamento melhor que o primeiro. Já aquelas pessoas que insistem no erro (forte indicação de terapia por sinal) tenderão a repetir um casamento infeliz e falido. Aqui no quesito casamento tenho duvidas da aplicação do proverbio chinês: quem aprende com os erros dos outros é sabio, quem aprende com os proprios erros é tolo e quem não aprende nunca é idiota. Como aprender com o erro dos outros se todos casavam mais ou menos com a mesma idade ? O primeiro casamento tem uma idade ideal para ocorrer, devido a necessidade de aproveitar a energia da juventude para criar filhos, por exemplo. O ideal seria um casamento que juntasse as forças de ambos em função do bem comum do casal. Para que isso ocorra é necessario uma visão de mundo parecida com esta por parte de ambos os conjuges. Acontece que isso nem sempre é verdadeiro pois muitas mulheres acham que casamento é emprego. Existem sociedades onde as mulheres preferem ser "dondocas": nem querem ter filhos que dão trabalho e responsabilidades nem querem o estresse de ter de trabalhar fora de casa. Ou seja, querem o melhor dos mundos: nenhuma responsabilidade, além da academia e do salão de beleza, para estarem sempre lindas e cheirosas para os seus maridos, que as bancam em todas as despesas . . .

Cada um luta pelo que não tem

A frase acima, atribuida a Napoleão, foi dada ao Czar da Russia, quando ele lhe disse que o francês lutava por dinheiro e ele pela honra. Gostei da frase e concordo com ela. Quando não temos saúde ela passa a ser a nossa prioridade. Quando não temos dinheiro acontece o mesmo. E para o amor ? Aqui existe divergências, pois alguns continuam buscando e outros desistem. Saude e dinheiro parecem obrigatorios na vida de uma pessoa. Já amor, amizades e afeto parecem ser dispensáveis para alguns. Pelo menos alguns aparentam ser assim. Na minha opinião essas pessoas não aprenderam o valor de um amor verdadeiro e das amizades. Isso porque afetos e sentimentos são muito mais sutis do que dinheiro, bens materiais e saude fisica(saude mental tambem é sutil). A frase me lembra "The fight for love and glory": está claro que quem elaborou a frase tinha boa saúde . . .